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27 aprile

Internet

Nestcape - O melhor navegador de todos os chega ao fim. Será?

Por: Lucas Lieggio

America Online anunciou decidiu parar a produção, bem como a criação de novas atualizações para  o mais antigo, e "ainda na tiva", navegador de internet, o outrora famoso Netscape. Em nota divulgada no Blog do Netscape, os desenvolvedores do navegador explicam que a atual dona do browser decidiu colocar um ponto final no produto.

A AOL orienta seus esforços para competir no mercado de publicidade online e, portanto, não tem interesse em investir recursos para competir com o Internet Explorer, da Microsoft e o Firefox, da Mozilla. Com essa decisão, as diferentes versões do Netscape deixarão de receber suporte e atualizações de segurança a partir de primeiro de janeiro deste ano.

Há nove anos, a America Online pagou US$ 4,2 bilhões pela Netscape Communications, empresa que criou e, até então, detinha os direitos do Netscape. O navegador foi altamente popular nos ano 90, rivalizando com o Internet Explorer. Aos poucos, a Microsoft impôs forte vantagem do IE sobre o Netscape, que perdeu mais mercado com a ascensão do Firefox, filho do próprio Netscape que nasceu com a entrada da Netscape Comunications no mundo de softwares código aberto. Atualmente, o Netscape detém uma participação ínfima no mercado de navegadores.

A AOL está incentivando seus usuários a migrar para o Firefox, mas a marca Netscape continuará sendo usada pela empresa, em um portal no estilo do Yahoo que mantém o nome do navegador na URL.

Um pouco de sua história

Em 23 de janeiro de 1993, Marc Andreessen, pesquisador do Centro Nacional de Supercomputação Aplicada (NCSA) da Universidade de Illinois, anunciou em um grupo de discussão da Usenet que estava disponiblizando para download o navegador X Mosaic. Na época, a Internet ainda era uma ferramenta restrita ao universo acadêmico e o X Mosaic não era o primeiro navegador — havia, por exemplo, os navegadores Midas, Cello, ViolaWWW e WorldWideWeb. A grande inovação do X Mosaic a disponibilidade em várias plataformas, facilidade de instalação e de uso além de vários recursos multimídia. Com isso, surgia a estrutura básica para que a Internet viesse a se desenvolver fora das Universidades.

Um ano depois, Jim Clark, fundador da Silicon Graphics, procurou Andreesen. Seu objetivo era formar uma nova companhia. Do encontro entre ambos, surgia a Mosaic Communications, logo rebatizada para Netscape Communications. O sucesso foi imediato e a empresa recém fundada passou a dominar o mercado de navegadores. Em 1995, a Netscape Communications aparecia cotada em Wall Street — o que demonstrava não apenas sua própria vitalidade mas também a vitalidade da nova economia mundial.

Preocupada com a forte presença da Netscape no emergente mercado da Internet, a Microsoft deflagrou a "guerra dos browsers", passando a distribuir gratuitamente seu navegador, o Internet Explorer. Essa tática conquistou muitos usuários já que o software da Netscape era pago. Além disso, o navegador da Microsoft passou a ser distribuido em conjunto com o Windows 95 até que, com o Windows 98, o navegador se fundiu ao próprio sistema operacional. Vendo sua presença na Internet cair rapidamente, a Netscape recorreu à justiça e processou a Microsoft por práticas comerciais ilegais. Ao mesmo tempo, numa tentativa de reconquistar o espaço perdido, a Netscape também passou a oferecer seu software gratuitamente. Mas já era tarde e a empresa jamais se recuperou do golpe. Numa última cartada, a Netscape Communications decide abrir o código de seu software e dá início ao projeto Mozilla — nome do primeiro beta do Navigator. Pouco depois, a empresa é comprada pela AOL/Time Warner --Por quatro Bilhões de dólares-- que decide, ao invés de continuar o desenvolvimento do navegador, apoiar a iniciativa da construção de um navegador de código livre.z

"Diz a lenda que Mozilla significava Mosaic Killer, e já era o nome usado internamente no Netscape Navigator." (autor deconhecido)

Pra dizer a verdade, ainda é muito cedo para se falar no fim definitivo do Netscape. Vejam só, mesmo a América On-Line recomendando o uso de outros navegadores, ela o mantém  para download no site do Netscape. Porque será? Não seria essa uma jogada estratégica da AOL?

A concorrencia e a variedade de navegadores aumentou. Consequentemente com os aprimoramentos da Mozilla com o "Netscape" aperfeiçoado e rebatizado de Fire Fox o verdadeiro perdeu espaço. É justificável essa perda porque o "boom" Fire Fox surgiu apoximadamente no periódo de compra da Netscape pela America On-line. Neste período ambas as empresas passavam por reestruturações.

Após a aquisição da Netscape Comunications pela AOL, demorou em lançar uma nova versão queestava na 6.0 e era um bocado pesada para época. Algum tempo depois foi lançadoa a versão 7.2 do navegador, ultima versão que saiu em português, antes de virar o Seamonkey da Mozzila. Esta versão era umpouco melhor do que a anterior, contendo novos recursos, porém ainda era um bocado pesada. Esta versão ficou em uso por muitos anos, apenas tendo atualizações "esporáticas" de segurança e possíveis bugs.

A América On-line já vinha mesmo deixando o Netscape de lado. Naquele tempo, quando a AOL se expandiu mais pelo mundo, abrindo até uma filial no Brasil, eles tinham um navegador próprio compativel com a engine do Internet Explorer. Alguns anos depois a AOL, precisou rever sua situação no mundo e decidiu por fechar aquelas filiais que não davam lucro. A do Brasil foi uma delas. Neste período não foram lançadas nenhuma nova versão do Netscape. 

Anos mais tarde, lançaram uma nova versão do navegador, o Netscape 8 com um visual moderno e com um recurso inédito até então: o uso das duas engines de browsers, mais famosas do mundo: geeko e microsoft (IE)

Só que o navegador não fez muito sucesso, pois além muito pesado, tinha muitas falhas de segurança e bugs.Então o Fire Fox, que tem a mesma estrutura interna, porém melhorada, continuava cada vez mais leve e eficiente. Isso ajudou ainda mais na baixa aceitação do Netscape 8. Imediatamente após o lançamento nada glorioso da versão 8, foi lançada a versão 8.1, que não resolveu o probelema do peso, mas melhrou muito sua estabilidade e segurança. Não conseguindo alavancar mais o Netscape e com foco em outras áreas na internet, a AOL decidiu finalizar a produção do navegador bem como atualizações para qualquer versão dele.Como um último "suspiro", foi lançada a versão 9 que voltou a se chamar Netscape Navigator. Essa, apesar de ser identico ao Fire Fox é bem mais leve e bem mais eficaz que qualquer outra versão existente do Netscape. Inclusive sendo totalmente comptível com os plug-ins do Fire Fox. Apesar do término do suporte ao Netscape, ele continua disponível para download no site da netscape. Por que será? Bom, deve ser porque ainda tem pessoas baixando e usando ele.

Para quem busca praticiade, leveza, segurança e estabilidade, baixem o netscape, ele pode ser baixando diretamente do site da Netscape clicando aqui.

26 aprile

Internet

PLANTÃO INFO / 04/2008 / internet

Perfil falso no orkut termina em processo

Sexta-feira, 25 de abril de 2008 - 10h51

SÃO PAULO - A Justiça de Santa Catarina determinou que o Google pague indenização a duas jovens vítimas de difamação pelo orkut.

A decisão foi tomada pelo Juizado Especial Cível de Lajes, interior do Estado, em favor de duas garotas de 19 e 20 anos.

As mulheres apresentaram à Justiça perfis falsos criados anonimamente no orkut. Os perfis continham textos e fotos falsos.

Ao avaliar o caso, juiz considerou o conteúdo dos falsos perfis muito agressivos e desrespeitosos. As páginas exibiam imagens de nudez e textos ofensivos. Na sentença, o juiz anotou que a publicação do conteúdo causou abalo psicológico, angústia e vergonha às vítimas.

Assim, determinou que o Google Brasil indenise cada jovem em R$ 5 mil. O Google, que não comentou a decisão, poderá recorrer, já que a sentença foi emitida em primeira instância.

Em casos similares, a Justiça determinou que o autor da ofensa fosse o responsável pelo pagamento de indenização e não a empresa responsável por hospedar o conteúdo agressivo.

Quando o autor não pode ser identificado, no entanto, alguns juízes responsabilizam a empresa que oferece a ferramenta de publicação, por considerar que são responsáveis pelo conteúdo que hospedam e publicam.